PLANO DE ENSINO HF384 TEORIA DO CONHECIMENTO II
Prof. Luiz Eva, quintas-feiras à noite.
Ementa:
Estudo de temas
de Teoria do Conhecimento presente em autores do Empirismo clássico, numa
abordagem introdutória (crítica do inatismo e da noção de causalidade,
tentativas de resposta ao ceticismo, experiência e método)
Programa (parte
variável):
CETICISMO E CONHECIMENTO
Este curso
pretende ser um desdobramento do curso de Teoria do Conhecimento 1 ministrado
no primeiro semestre deste ano (embora tê-lo cursado não seja um pressuposto).
No âmbito da discussão conceitual da epistemologia, pretende-se apresentar a
problemática cética através dos questionamentos que ela pode incitar diante do modelo
tradicional da análise do conhecimento, bem como discutir a relação entre
ceticismo e relativismo. Tal discussão será acompanhada de uma apresentação
histórica do ceticismo, compreendendo as duas vertentes do ceticismo grego, a
retomada do ceticismo no Renascimento através de Montaigne, discussão cética em
Descartes e Bacon, culminando com a crítica cética de Hume ao empirismo
lockeano (autor que será objeto de seminários).
Bibliografia:
Hume, David, Investigações
sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. Trad.: José
Oscar de Souza Marques. São Paulo, Editora Unesp. 2003
Hume,
David. Tratado da Natureza Humana.
São Paulo, Editora Unesp. Trad.: Débora Danowski, 2000.
Sextus Empiricus. Outlines of
Pyrrhonism (Hypotyposes Pyrrhonianas)
(HP), trad. R.G.Bury, Loeb Classical Edition, Harvard, 1933 (reimpr.
1993)
(HP), trad. R.G.Bury, Loeb Classical Edition, Harvard, 1933 (reimpr.
1993)
Cicero, De Natura Deorum [Dnd]
/ Academica [Acad.], ed. H. Rackham,
Loeb Classical Edition, Cambidge, Harvard University Press, 1933.
Loeb Classical Edition, Cambidge, Harvard University Press, 1933.
Montaigne, M., Les Essais, ed. Villey,
Paris, PUF, 1988.
Bacon,
Francis, Novum Organum, São Paulo:
Abril Cultural (col. Os Pensadores)
Fogelin, R. J. “A tendência do ceticismo de Hume”, trad.
P.J.Smith, Sképsis, ano 1, num. 1, 2007, p. 99-118. (cf. http://philosophicalskepticism.org/revista-skepsis/)
Fumerton,
Richard. Epistemologia. Editora Vozes, 2014.
(http://www.livrariacultura.com.br/p/epistemologia-42272923,
Fumerton, Richard. Epistemology.
Oxford, Malden, Carlton:
Blackwell Publishing, 2006.)
Musgrave, Alan. Common Sense, Science and Scepticism. A historical introduction to the
theory of Knowledge. Cambridge University Press, 1993
Guimarães,
Lívia. “Hume, Empirismo e Ciência Moral”, in Dutra, L.H.A. e Smith, P.J.
(orgs.),Ceticismo: perspectivas
históricas e filosóficas, Florianópolis: NEL/UFSC, 2000.
Lebrun, Gérard. “A boutade de Charing Cross”,. trad: Marta
Kawano, in Lebrun, Gérard, A Filosofia e
sua História, São Paulo: Kosac Naify, 2006
Smith, Plínio, “O ceticismo naturalista de David Hume”, Manuscrito, Campinas, v. 13, n. 1, p.
69-86, abril 1990.
Stroud, B. “O ceticismo de Hume: instintos naturais e reflexão
filosófica”. Sképsis, vol. II, num. 3-4, 2008.
Stroud, B. The
significance of philosophical skepticism.
Williams,
Michael, Problems of Knowledge – A
critical introduction to epistemology. Oxford University Press, 2001.
Frede, Michael. “As crenças do cético”. “O ceticismo de
Hume: instintos naturais e reflexão filosófica”. Sképsis, vol II, num. 3-4,
2008.
Burnyeat, M F. “Pode o cético viver seu ceticismo?” Sképsis,
vol III, num. 5, 2010
Popkin, R. H., A História do Ceticismo de Eramos a Espinosa.
Rio de Janeiro: Francisco Alves, 2000.
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