quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Programa de HF384, Teoria do Conhecimento 2

PLANO DE ENSINO HF384 TEORIA DO CONHECIMENTO II
Prof. Luiz Eva, quintas-feiras à noite.

Ementa:

Estudo de temas de Teoria do Conhecimento presente em autores do Empirismo clássico, numa abordagem introdutória (crítica do inatismo e da noção de causalidade, tentativas de resposta ao ceticismo, experiência e método)  

Programa (parte variável):

CETICISMO E CONHECIMENTO

Este curso pretende ser um desdobramento do curso de Teoria do Conhecimento 1 ministrado no primeiro semestre deste ano (embora tê-lo cursado não seja um pressuposto). No âmbito da discussão conceitual da epistemologia, pretende-se apresentar a problemática cética através dos questionamentos que ela pode incitar diante do modelo tradicional da análise do conhecimento, bem como discutir a relação entre ceticismo e relativismo. Tal discussão será acompanhada de uma apresentação histórica do ceticismo, compreendendo as duas vertentes do ceticismo grego, a retomada do ceticismo no Renascimento através de Montaigne, discussão cética em Descartes e Bacon, culminando com a crítica cética de Hume ao empirismo lockeano (autor que será objeto de seminários).

Bibliografia:

Hume, David, Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. Trad.: José Oscar de Souza Marques. São Paulo, Editora Unesp. 2003

Hume, David. Tratado da Natureza Humana. São Paulo, Editora Unesp. Trad.: Débora Danowski, 2000.



Sextus Empiricus. Outlines of Pyrrhonism (Hypotyposes Pyrrhonianas)
            (HP), trad. R.G.Bury, Loeb Classical Edition, Harvard, 1933 (reimpr.
            1993)
Cicero, De Natura Deorum [Dnd] / Academica [Acad.], ed. H. Rackham,
            Loeb Classical Edition, Cambidge, Harvard University Press, 1933.



Montaigne, M., Les Essais, ed. Villey, Paris, PUF, 1988.

Bacon, Francis, Novum Organum, São Paulo: Abril Cultural (col. Os Pensadores)

Fogelin, R. J. “A tendência do ceticismo de Hume”, trad. P.J.Smith, Sképsis, ano 1, num. 1, 2007, p. 99-118. (cf. http://philosophicalskepticism.org/revista-skepsis/)

Fumerton, Richard. Epistemologia. Editora Vozes, 2014.
(http://www.livrariacultura.com.br/p/epistemologia-42272923, Fumerton, Richard. Epistemology. Oxford, Malden, Carlton: Blackwell Publishing, 2006.)

Musgrave, Alan. Common Sense, Science and Scepticism. A historical introduction to the theory of Knowledge. Cambridge University Press, 1993
Guimarães, Lívia. “Hume, Empirismo e Ciência Moral”, in Dutra, L.H.A. e Smith, P.J. (orgs.),Ceticismo: perspectivas históricas e filosóficas, Florianópolis: NEL/UFSC, 2000.

Lebrun, Gérard. “A boutade de Charing Cross”,. trad: Marta Kawano, in Lebrun, Gérard, A Filosofia e sua História, São Paulo: Kosac Naify, 2006

Smith, Plínio, “O ceticismo naturalista de David Hume”, Manuscrito, Campinas, v. 13, n. 1, p. 69-86, abril 1990.

Stroud, B. “O ceticismo de Hume: instintos naturais e reflexão filosófica”. Sképsis, vol. II, num. 3-4, 2008.

Stroud, B. The significance of philosophical skepticism.

Williams, Michael, Problems of Knowledge – A critical introduction to epistemology. Oxford University Press, 2001.

Frede, Michael. “As crenças do cético”. “O ceticismo de Hume: instintos naturais e reflexão filosófica”. Sképsis, vol II, num. 3-4, 2008.

Burnyeat, M F. “Pode o cético viver seu ceticismo?” Sképsis, vol III, num. 5, 2010

Popkin, R. H., A História do Ceticismo de Eramos a Espinosa. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 2000.




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